A criação racional de abelhas pode ser lucrativa e ainda ajudar a salvar o meio ambiente
Por definição, apicultura é a ciência da criação de abelhas com ferrão, sendo a parte da zootecnia responsável pelo estudo e cultura de abelhas, com o objetivo de produzir mel, própolis, cera e geleia real.
Do ponto de vista ambiental, é o único negócio capaz de contribuir para a polinização, essencial para a vida no planeta, além de impulsionar a indústria agrícola.
No Brasil, a prática começou em 1839, com colônias de abelhas da espécie portuguesa Apis Mellifera. Mas foi com a inclusão da abelha africana (Apis Mellifera Scutellata), em 1956, que a apicultura brasileira tomou um novo rumo, a espécie híbrida chamada abelha africanizada – fruto do acasalamento entre as espécies européia e africana.
O novo tipo de abelha apresentava comportamento agressivo e isso exigiu uma adaptação dos apicultores e apenas nos anos 1970 é que a prática cresceu e se consolidou. Foi na mesma década que aconteceu o primeiro Congresso Brasileiro de Apicultura.
Um potencial pouco explorado
Depois dessa adaptação de produção o negócio se consolidou no país, pois o Brasil possui características naturais muito favoráveis ao cultivo de abelhas, sendo o Nordeste brasileiro considerado uma das melhores regiões do mundo para se produzir mel orgânico.
Em 2009, esse potencial todo mostrou a que veio: o Brasil ocupava o 4º lugar no ranking mundial de exportadores de mel. No entanto, no anos anos seguintes perdemos o pódio por conta de secas em algumas regiões brasileiras. Mas ainda que existam adversidades, é um mercado muito promissor.
De acordo com relatório publicado pelo Ibama, Atualmente, existem mais de 300 espécies de abelhas nativas no Brasil, e ao somar com espécies estrangeiras, há mais de 1,6 mil espécies do inseto no total.
De olho no futuro
As abelhas são muito mais importantes do que conseguimos imaginar ao bater o olho naquele inseto simpático, amarelo e preto.
“Se as abelhas desaparecerem da face da terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência”. A afirmação contundente é de Albert Einstein e o seu sentido está no fato de que as abelhas são as principais responsáveis pela polinização no mundo inteiro, fenômeno encarregado da reprodução da fauna e da flora.
Infelizmente o alerta de Einstein sobre os impactos ambientais está cada vez mais próximo da realidade. Autoridades investigam a morte de mais de 500 milhões de abelhas em quatro estados brasileiros, desde dezembro de 2018. Mas nem tudo está perdido, pois como dizemos anteriormente, a apicultura é um negócio muito promissor, especialmente no Brasil.
Apicultura no Brasil
Dados levantados pelo Empresômetro apontam que, atualmente, existem mais de 2 mil negócios ativos com atividades voltadas especificamente para a apicultura. No entanto, esse número poderia e deveria ser muito maior e não é por falta de potencial.
A região Sudeste lidera, com mais de 1,7 mil empresas de apicultura. O Nordeste está em segundo lugar, com mais de 300. A terceira posição fica por conta da região Sul, com mais de 200 negócios. E o quarto e quinto lugares ficam com Centro-Oeste e Norte, com mais 70 e 60 empreendimentos do setor respectivamente.
2018 foi, historicamente, o ano em que mais negócios do setor foram abertos desde 1974, com mais de 400 empreendimentos registrados. E ainda que o aumento tenha sido gradativo, é um setor da agricultura que ainda pode ser muito melhor aproveitado.
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